"A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das idéias lógicas.” (Einstein)
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia amargo



“Eu estarei sempre lá quando você precisar.”

“Conte sempre comigo.”

Essas são as piores promessas/mentiras que alguém pode dizer. Na verdade, quando você realmente precisar elas não estarão lá. Talvez por que estão muito longe, talvez por que já têm alguém pra cuidar ou quem sabe por que estão em dia tão ruim quanto o seu e aí prevalece a lei da sobrevivência.

O fato é que ninguém pode respirar por você, nem por um segundo se quer. Nessa vida é você e Deus. Ele está sempre lá, mas não pode resolver os problemas que você criou sozinho. Talvez nem você possa, mas somente você, e mais ninguém, pode tentar.

O trágico, ou apenas o triste dessa história toda é que o mundo vive nos enganando, vive dizendo que não somos nada sozinhos, que sempre podemos contar com pai, mãe, cachorro, irmão, irmã, papagaio, amigos... E na hora do “vamos ver” é você, você, e somente você! E claro que não estamos preparados para isso, não esperamos estarmos sós pra resolver qualquer coisa, por que... ”Poxa, ele disse que estaria aqui quando eu precisasse”. Mas ele não está. Ninguém está. Então temos que engolir o choro, encarar o mundo com o que tivermos nas mãos e seguir em frente.

Por analogia é como se estivéssemos caindo de um precipício, e tentando se agarrar em qualquer ramo de árvore para parar a queda... Fazemos alguns cortes nas mãos, alguns arranhões nas pernas, mas não podemos desistir, temos que continuar tentando segurar em alguma coisa. O super homem não vai aparecer voando pra te salvar. Então, a não ser que você aprenda a voar, continue procurando um apoio material e sólido de preferência.

E não se agarre a sentimentos, emoções, paixões... Por que todas elas vão embora um dia. Vão por desgaste, por ausência sem culpa, por substituições... Por qualquer motivo que seja elas simplesmente vão. E não vão fazer pezinho pra você escalar o que quer seja.

A coisas mais sensata que eu já ouvi foi "Nunca espere nada de ninguém.". E quer saber, isso inclui a pessoa que me disse isso.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Guerra civil - Sentimentos vs razão




Alguma coisa está errada quando você começa a pregar peças contra seus próprios pensamentos. é como uma guerra civil entre os seus sentimentos e a sua razão. Não importa quem vença, muitos destroços ficaram no meio do caminho e de alguma forma o país, ou seja você, sofrerá perdas.

Com o passar do tempo a razão vai evoluindo e adquirindo novas armas, talvez possamos culpar a evolução da inteligência, aliada incondicional da razão.

Por mais que os sentimentos tenham ferramentas precárias e praticamente pré-históricas, e mesmo que eles mal sejam alimentados, eles possuem alguma coisa surreal que os mantém fortes e totalmente páreos para essa tenebrosa disputa...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Copo de leite



Uma pecinha do quebra-cabeça, só mais aquela para alguma coisa lá dentro da sua massa cinzenta gritar “EURECA! “ e você perceber o quanto é estúpido (ou no mínimo ingênuo) por não ter percebido antes. Talvez você até desconfiasse, mas agora é certeza.

E o que a gente faz quando derrama leite no chão? Pega um pano e limpa. Simples assim. O problema é que quando se trata de sentimentos (sejam eles bons ou ruins) a idéia simples de pegar o pano para limpar a sujeira demora, por que fica perdida no meio de pensamentos e indagações que, no final das contas, não vão te levar a lugar nenhum.

A gente pensa, pensa e pensa de novo, pra no final entender que não temos que entender nada, que as coisas são assim por que tem que ser e se um dia for pra entender você vai entender. Não agora, não hoje, não amanhã... Um dia.

Não adianta querer colocar o leite de volta no copo, colar com super bonder o vaso de porcelana raríssimo... Por mais que dê certo, nunca mais vai ser o mesmo vaso. O que passou, passou e a gente não pode viver de passado. Confesso que é engraçado olhar pra trás e perceber que se você tivesse saído com os seus amigos naquele dia, e exatamente naquele dia, algo de diferente não teria acontecido e hoje estaria tudo nos conformes. Mas não, você tinha que estudar, o que algumas pessoas consideram atraso de vida social, mas para você era a coisa certa a se fazer.

A vida é uma caixinha de surpresas, e infelizmente não podemos fugir de nenhuma delas. Só nos adaptar e levá-la da melhor forma possível (que é aquela que você acha a melhor, não aquela que as pessoas palpitam que seja a melhor).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O vício da lógica

Minha mente anda tão engenheira que acho que não consigo mais escrever nada que não seja em tópicos e frases matemáticas, mas lá vai.

Ela não é diferente de qualquer outra pessoa paulistana. Tem alguma variáveis, claro, se elas não existissem todas a vidas seriam exatamente iguais, acabamos caindo naquela velha história de Livre Arbítrio e que o homem é um animal racional que opta pelo sim e pelo não, pelo certo e pelo errado.

O fato é que ela, por N motivos, tenta encontrar uma lógica para tudo, um por que, uma causa para a circunstância. E nesse mundo totalmente racional, onde ficam os sentimentos?

Desde pequena disseram que o amor, a saudade, o carinho são coisas do coração. Que grande bobagem! Ela já viu um coração, não tem nada mais que tecidos, sangue e aquele monte de coisas categoricamente nomeadas pela medicina. No fundo são células, e ponto. Tudo matéria. Não tem sentimento nenhum lá dentro.

Que dirá a inteligência estar no cérebro. Puta mentira. Ante estivesse, ela abriria e tentaria colocar alguma coisa lá. A única coisa que ela sabe é que o cérebro é responsável por avisar que ela está com dor em algum lugar. Principalmente nas costas, ultimamente.

Tentar achar uma lógica pra tudo cansa, mas simplesmente deixar as coisas existindo sem saber o por que é sufocante.

Que dirá a saudade! Onde raios se enfia a saudade? Só se for lá, né? Que sentimento mais "sem o que fazer". Ela não pode ir de bicicleta pro nordeste abraçar ninguém, e pedir colo. Ela também não pode se teletransportar pra casa quando bate aquela saudades da mãe.

Por que raios sentimos falta de coisas que não podemos suprir? Por que a ansiedade e curiosidade não dão as mãos e vão catar coquinhos?

Duas vezes dois sempre serão quatro, mas o que ou quem era indiferentes ontem hoje não são mais. Assim como pessoas que eram importantes e insubstituíveis, hoje têm seus lugares ocupados por coisas como "que cor eu pinto a minha unha".

Cadê a lógica?