"A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das idéias lógicas.” (Einstein)
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Segredos de ventilador

Oi? Você! Para aí! Espera... Eu realmente preciso te contar como é difícil colocar tudo que eu estou pensando em palavras. Isso não costuma acontecer, sério. Sempre que eu escrevi algo sobre outro eu não tive medo, pois simplesmente já não tinha mais nada a perder. Mas você é diferente, eu quero que tudo fique quase tão perfeito assim como eu enxergo em você. Eu quero que transmita confiança, seja inteligente e intenso ... Eu quero que cative, eu quero que cada palavra seja você.

Mas eu simplesmente não consigo, qualquer coisa que eu escreva não ficará bom o suficiente. E eu não quero escrever a minha especialidade: drama. Eu quero escrever aquela comédia romântica que todo mundo sabe o que vai acontecer no final, mas mesmo assim assiste por que, sei lá, dá esperanças de que um dia o protagonista seja o seu melhor amigo ou o cara que você mais odeia e que ele te faça a mulher mais sortuda do mundo.

E partindo do princípio “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” a culpa é totalmente sua se às vezes eu me pegar sorrindo sozinha e, aparentemente, sem motivo algum.

Pra finalizar com um pouco de drama, caso contrário não seria eu, eu prefiro viver na dúvida do que ter uma certeza e afastar tudo que eu tenho de você em mim.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por onde raios você andou?

Ele: Desculpa! Eu sei que estou um pouco atrasado, mas eu realmente espero que ainda dê tempo de dizer que eu andei errado. Eu entendo, eu juro que entendo. As suas queixas são justificáveis. Eu sei que você sentiu minha falta essa semana. Não sei como eu não percebi, são coisas que pareceriam óbvias até para uma criança.

Ela: Mas por onde raios você andou enquanto eu te procurava? Já não sei mais se você é mesmo tudo aquilo que me faltava.... Amor, se é que eu posso te chamar de amor, eu sinto a sua falta. Só que a falta é a morte da esperança.

Ele: Lembra o dia que roubaram o seu carro? Deixou uma lembrança ...

Ela: É... a vida é mesmo coisa muito frágil.

Ele: Uma bobagem.

Ela: Uma irrelevância

Ele: Uma irrelevância diante do amor de quem se ama.

Ela: Mas por onde você andou enquanto eu te procurava?

Ele: E o que eu te dei?

Ela: Foi muito pouco... Quase nada.

Ele: Eu sei que no final eu apenas deixei algumas roupas penduradas.

Ela: Como eu disse, não sei mais se você é mesmo tudo aquilo que me faltava.


- Outra perspectiva de Nando Reis.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Contos - Você de novo

Oi, você de novo?! Eu estou bem, obrigada por perguntar. E você? Se está aqui algum motivo deve ter. Ah! Só saudades. Quer entrar em casa, sentar no sofá, conversar como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse me magoado e depois ir embora e me deixar plantada na porta na esperança de que você sinta saudades novamente. Não é bem assim? Sei... Parece que você espera eu cansar de te esperar, e quando já estou na iminência do seu exílio você reaparece, exatamente assim... Como quem não quer nada, só está com “saudade”.

Será que você sabe mesmo o que é saudade? Saudade é tentar abafar o choro com o travesseiro antes de dormir, querendo apenas ouvir a voz daquela pessoa. Sendo um pouco menos dramática é tentar fazer o coração bater num ritmo mais lento e menos triste quando você escuta uma música romântica e quer pegar o telefone desesperadamente e discar aquela combinação de oito números que nunca mais vai sair da sua cabeça. Como eu sei? Não, não que eu tenha passado por isso muitas vezes, e muito menos por você! Não seja tão prepotente. Eu escuto as pessoas falando e tomo notas. Sou muito observadora. Desde quando? Boa pergunta... Quem sabe se você não fosse um turista na minha vida você saberia.

Não, não é drama. É só um desabafo. Você vai e vem na hora que bem entende, não bate na porta, e mesmo que ela estivesse trancada você tem a chaves. Não tive coragem de trocar a fechadura. Mas eu vou! Fique sabendo que eu vou fazer isso amanhã! E vou botar na rua aquele saco preto com todas as suas coisas, lembranças, cheiros, afagos, beijos e promessas. Por que ainda não joguei fora? Ah... é que... comprei um armário novo e estou redecorando, reorganizando. Juro!

Olha, pára... Chega dessa conversa. Não sei por que deixar nas entrelinhas o que eu e você já sabemos. Pelo menos eu suponho que você saiba. As portas sempre estarão abertas pra você, mas, por favor, não volte. Eu não consigo bater a porta na sua cara, eu não consigo deixar de oferecer um café com bolos e tortas e tudo que estiver na minha geladeira. Eu não consigo... Você sabe que não. Então se for só saudades de uma boa conversa, sentado no tapete da minha sala frente à lareira, peço que procure outro lugar para passar suas tardes frias. Por mim, por tudo que um dia foi “nós”. Foi tudo lindo, com alguns problemas aqui e ali que nós não conseguimos resolver, mas se você realmente esqueceu tudo... Me deixa fingir que esqueci também. Mas me deixa fazer isso longe de você. Por que só saber que você ainda se importa com pelo menos um fio de cabelo meu, eu já tenho esperanças de que você... de que você ... Enfim. Obrigada pela visita.