sexta-feira, 8 de abril de 2011
O vício da lógica
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Sobre janelas e despedidas
Na cômoda haviam vários presentes de amigos, distantes ou não, mas todos especiais á sua maneira, cada um essencial e importante de um jeito só dele. Sentia não poder levar todas suas lembranças materiais na mala já lotada de saudades, mas estava levando no bolso cada carinho e momentos que seleram a verdadeira amizade.
Tomou fôlego e suspirou, estava tão cansada quanto alguém que tinha acabado de correr uma maratona. Pensar e sentir também cansa. Levantou e olhou pela janela... Aquela janela. Estremeceu antes de andaar até ela, que por sua vez estava apenas com uma frestinha entreaberta, o que permitia a entrada do vento e o sacudir das cortinas.
Mais uma vez a janela lhe chamava, mas agora ela estava mais confiante. Era um chamado diferente dos outros, o aroma das flores não era mais o mesmo. Era misterioso e desafiador.
Ela deixou a insegurança de lado e andou até ela, empurrou as cortinas e a abriu a janela sem pensar duas vezes. Não havia mais medo, havia desejo de descobrir o que havia além daquele cenário, como seriam os campos além do horizonte. Aquele cheiro que tinha um tom desafiador de fato não era dali, vinha de longe e a envolvia, seduzia e embalava, convidando-a a conhecer suas flores e frutos.
Fechou os olhos por alguns segundos para sentir o Sol tocar sua pele. Era acolhedor, mas já não a satisfazia mais.
Deixou a tão conhecida janela aberta, pegou a passagem para João Pessoa, as malas o sorriso e, com coragem, deixou o quarto rumo aos novos desafios de abrir janelas e cortinas, mas com aquele aperto da saudade daqueles que ela carrega sempre na mente, no coração e junto de si.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Home
"Tati, você não gosta de fazer aniversário?"
"Até gosto, mas o fato de fazer aniversário não muda as outras coisas que estão acontecendo na minha vida."
Ela senta na sua cama, abraça o travesseiro e pede pra Deus que tudo passe logo. Eu só queria que essa semana, esse mês, esse semestre acabasse logo. Que chegasse logo o ano novo com promessas de uma vida nova, de deixar o ano velho pra lá. É como se a simples mudança no calendário do mês 12 para o mês 01 tivesse o poder de passar uma borracha em todos os problemas, confusões e sentimentos que estão a atormentando.
Queria poder estar em casa, ligar a televisão e não fazer nada, não pensar em compromissos, obrigações, notas, trabalhos e estágios. Queria sentar a noite pra poder conversar com a família, almoçar na casada da vó e atormentar suas irmãs com piadinhas bobas.
Engraçado como sentimos saudades de coisas que antes eram tão cotidianas que não dávamos o devido valor. Não é que alguém ou algo tenha morrido, mas essa ausência está me matando. E definitivamente não sou o tipo de pessoa que consegue colocar uma máscara e fingir que está tudo bem quando não está. Definitivamente não está.
Nunca pedi tanto para uma semana acabar logo pra simplesmente poder ir pra casa.
Sailed on the Sloop John B
My granddaddy and me
'Round Nassau town we did roam
We'd been drinkin' all night
Well I got into a fight
Yeah and I feel so broke up
I wanna go home
Hoist up the John B sail's
See how the mainsail sets
Send for the Captain ashore
And let me go home
I wanna go home, I wanna go home, yeah
'Cause I feel so broke up, I wanna go home
Yes I do
(He's so broke up, Lord, I wanna go home)
Well Captain's a wicked man
He gets drunk any time he can
And he don't give a damn for grandpappy
No, nor me
He kicks us around
And he knocks us about
Well I feel so broke up, I
I wanna go home
Well pull up the John B's sails
See how the mainsail sets
Send for the Captain ashore
And let me go home
I wanna go home
Well, I wanna go home
'Cause I feel so broke up (he's so broke up)
I wanna go home
(Yes I do)
I feel so broke up
(He so broke up)
Lord, that I wanna go home
Home