"A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das idéias lógicas.” (Einstein)
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sexta-feira, 11 de março de 2011

Meias verdades

Não venha me contar mentiras. Já não bastam os falsos sorrisos, interesses em matérias e conhecimentos emprestados de meios amigos. Também não quero um meio amor. Sinceramente nem sei se quero um inteiro. Você diz que pensa em mim quando sai do trabalho no frio da madrugada... Diz que trabalhou até cedo, para não dizer tarde. Me manda mensagens no celular, diz que precisa me ver, que está com saudades. Eu conheço seu tipo, conheço suas meias mentiras. Aliás, só conheço suas metades... Você nunca se entregou por inteiro como eu já me entreguei. De mim? Nem mais um décimo. Você é daquele tipo mesquinho que diz que está com saudades de uma enquanto espera a outra sair do banheiro e está mudando o status para namorando no Orkut com uma terceira. E não venha me dizer que eu estou rotulando, que estou sendo injusta. Quer saber... Estou mesmo. Justiça não funciona com muita coisa por aqui mesmo.

Não, não quero mais saber de amores a primeira, segunda nem terceira vista. Assim como estou passando pra frente meios amigos, meias atenções, meias considerações, meias saudades. E ultimamente nem quero pagar pra ver se é alguma coisa inteira. Sinceramente acho que essa tal de sinceridade nem existe. Deve ser tudo conto da carochinha. Já acreditei no pra sempre uma vez, e tudo que ganhei foi um “nunca mais”. Não vou mais me dar - e nem te dar - á esse luxo.

Nem você, nem ninguém, até que alguém muito sábio e paciente consiga me provar o contrário. Não venha me falar de romance, que você é diferente. No fundo você, ele e todos os outros são todos iguais.

Então quer saber?
“Me cansei de lero-lero, dá licença mas eu vou sair do sério ... Quero mais SAÚDE (...)”

domingo, 12 de setembro de 2010

Desculpe, me apaixonei.



Eu sei que vivo gritanto a Deus e o mundo que não quero nada com ninguém, e sinceramente sempre que escuto minhas amigas reclamando dos ex-namorados, ex-ficantes, ficantes atuais, rolos e pretendentes à alguma coisa do tipo. Eu tenho mais certeza ainda de que não quero nada disso pra mim, pelo menos era o que eu pensava.

“Mas com você foi diferente, foi de primeira. Quando eu te vi, até me faltou ar.” (Charlie Brown Jr.)

Desculpa! Eu sei que não deveria, eu sei que não queria... eu só sei que paguei minha língua e não consigo mais pensar em outra coisa que não seja te ver. Odeio ficar procurando seu olhar em cada virada de esquina, em cada atravessar de rua. Odeio mais ainda ficar traçando planos mirabolantes para que eu realmente te encontre sem querer na saída do seu trabalho, ou no seu horário de almoço e dizer “Nossa! Só estava passando.”. Soa um tanto quanto paranóico, eu sei.

O fato é que você quebrou todas minhas fronteiras, arrancou tijo por tijolo minha muralha de proteção emocional como se fosse um monte de penas empilhadas, como se eu não tivesse me esforçado tanto para construí-la. Parece que foi simples, que foi fácil e principalmente que você não teve a menor intenção. Mas cá está você, e lá vou eu novamente tentar fechar os olhos para o que está acontecendo. Sei lá... foco nos estudos.

“Esse produto tem dupla ligação, foi formando num meio básico, tinha um halogênio... Então o mecanismo é uma eliminação... Mas será que eu vou ver ele amanhã?”

Pronto, perdi o foco. De novo.

Pra homem é mais fácil. “Uau, que mulher gostosa – não é linda, é gostosa – eu pegaria ela, mas vamos voltar ao futebol.”.

O fato é que eu tinha me esquecido como era me sentir tão frágil, sentir esse frio na barriga quando penso em alguém, as pernas bambas, querer ele, e somente ele.

-- Trilimm –

- Alô?

- Tati, ele eu vi ele no shopping com aquela vaca que se dizia minha melhro amiga! E ele estava usando a camisa que eu dei pra ele no nosso aniversário de namoro (...)

--- 3h depois ---

Er.. .sobre o que eu estava falando mesmo? A é! Hoje tem jogo do brasileirão.

“Aqui tem um bando de louco, louco por ti Corinthians!”

sábado, 7 de agosto de 2010

Generalizando


Tenho um amigo-leitor que não perde a oportunidade de me chamar de feminista e generalista por causa dos meus posts "mamão com açúcar" e de estórias infelizes sobre alguns infelizes que apareceram na minha vida (perco o amigo, mas não perco a piada ;]).... E eu disse que iria escrever um post pra ele, aqui está.

Sou o tipo de mulher que fala palavrão, gosta de futebol, carros e faz engenharia, daí meus argumentos para não ser taxada como feminista, diria até que sou um tanto quanto machista. O fato é que além disso sou observadora e gosto de escrever sobre coisas que analiso nos meus devaneios. E para explicar qualquer coisa analisada, utilizo da "ferramenta" generalização.

O mundo é generalizado, a física, a engenharia, os livros de psicologia. Tudo é o que parecer ser até que se prove o contrário. Até aqueles que possam se sentir ofendidos com as minhas observações já postadas não podem generalizar e dizer que NUNCA fizeram ou presenciaram nada parecido.

"Todo homem já teve sua fase cachorro." - Disse uma amiga minha no meio de uma das nossas discussões sobre o tema.

E ai daquele que ousar dizer que sempre foi santo, vamos colocar a mão na consciência e pensar naquela mulher que já derramou lágrimas por você. Assim como não posso tirar o meu da reta e dizer que sempre fiz tudo sobre os conformes. Eu já dei minhas mancadas aqui e ali, apesar de que (#DramaModeOn) no placar geral eu sempre acabo me f***. Na verdade todos nós buscamos dizer para o mundo que somos diferentes, enquanto somos mais parecidos do que pensávamos, humanos e ponto final.

Como poderia explicar? É como quando é realizado um experimento de física que deveria resultar em uma reta, mas ficou um ponto ou dois fora da mesma. Nós traçamos a reta que melhor representa aquele fenômeno físico, e é isso que eu faço nos meus posts. A partir de dados empíricos (nem sempre meus) eu analiso, comento e geralmente desabafo.

Adoro críticas, elas sempre rendem um post!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"O que temos a perder? Tudo."




Que mulher não fica abalada depois de assistir um daqueles filmes classificados como "água-com-açúcar"? Analisei cada fala do filme, cada passo da protagonista, mesmo já sabendo com quem ela ficaria no final. Minha vida poderia ser simples assim, sempre a pessoa que você julga a mais improvável será o seu final feliz. Aí pra que perder tempo, é só olhar pro lado, ver o cara mais machista e o que você menos suporta e dizer "ele será o meu felizes para sempre". Tá, ok. Talvez não seja o cara que você menos suporta, pode até ser aquele que você sempre fala pra si mesma: nunca daria certo.

Sim, as mulheres estão sempre analisando, quando você começa a enxergar ela com outros olhos ela já planejou a vida inteira de vocês juntos e já arquivou, basta saber se ela arquivou na pasta dos "pago pra ver" ou dos "nem morta".

O problema é que tem a pastinha rosa, pode ser roxa para aquelas que tem uma lado mais gótico ou descolado, o que importa é que aquela pasta é especial... E normalmente nós relutamos em colocar qualquer currículo lá dentro. O problema é quando cai a ficha que aquela análise não poderia estar em outra pasta, se não naquela.

Êpa, peraí. Já me senti assim antes, é parecido com aquela vez que... Não, é um pouco diferente, mas na verdade me sinto quase igual a quando.... Mayday, mayday! Todos aos seus postos, ajustem a pressão, controlem os batimentos, levantar velas, soem o alarme de incêndio. Ela está apaixonada!!!

Daqui a pouco o efeito do filme passa e volta tudo ao normal, não volta? Ok, segredo de Estado... Isso nunca aconteceu e eu nunca pensei sobre a possibilidade disso acontecer, eu nunca vi Ele com outros olhos... Aliás, feche os olhos. Respira. Expira. Respira. Expira. Pronto, arquiva na pastinha verde e deixa isso pra lá.

sábado, 24 de julho de 2010

Eles sempre sabem

Quantas vezes já não aconteceu de eu estar sentadinha, quietinha no meu canto e uma janelinha de MSN, que até estava com teias de aranha, subir para cutucar meu ego e auto-estima?

O fato de isso ter acontecido mais de uma vez em um pequeno intervalo de tempo, não só comigo, mas com várias amigas, me deu argumentos para escrever esse texto...Eles farejam quando estão nos perdendo.

Sempre que você “esquece” mais um daqueles caras errados, e está se esforçando pra seguir em frente, ele percebe, sente o cheiro, o bip toca...sei lá que maquinarias diabólicas eles usam...mas eles SABEM que aquele é o momento exato pra ir falar com você e aquilo te balançar.

O grande problema das mulheres é que elas não têm a frieza masculina. Os homens podem muito bem saber que aquela é a mulher da vida deles, mas se agora ela não quer nada com ele, tudo bem! Eles saem com outras, namoram, comem, iludem, pitam o sete... Enquanto nós, pobres mortais, só conseguimos pensar no FDP da vez e ficar agarrada quietinha com o travesseiro... Até consegui levantar, sacodir a poeira e dar a voltas por cima, sair com as amigas e encontrar o próximo babaca que vai te fazer sofrer. Oh vida, oh céus...

E não importa o quanto nós, mulheres, nos esforcemos para sermos iguais a eles, isso deve ser genético... Quando as mulheres tentam brincar de homenzinho (como já diria o @cafa) sempre acabam se machucando porque é aquela ladainha de sempre “com ele pode ser diferente”, “ele nunca mentiria pra mim”.

Meninas coloquem na cabeça que, até segunda ordem, ele só quer te comer (desculpem o palavreado). Depois ele pode até parar pra pensar que você é inteligente, que tem conteúdo, que não é qualquer uma... mas antes disso eles só pensam com a cabeça de baixo (eles não conseguiriam usar as duas ao mesmo tempo, talvez uma tente agilizar o lado da outra... anyway).

E o mais engraçado de tudo é que eles também sabem de tudo isso, das nossas fraquezas, do nosso sentimentalismo aguçado, e não só usam isso contra nós como acham o cúmulo quando nos percebemos (convenhamos, mulher apaixonada é tapada) e ficamos bravas com eles. Tenham dó. O bom é que eles sempre acabam ficando afim de uma bocó sem conteúdo e barraqueira e pagam por todos os pecados (todas as mulheres têm esse extinto escorpianino de vingança) e quando percebem que realmente nos perderam, nós já estamos chorando por outro.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Você



Hey! Psiu!?
É, você mesmo!!!
Eu sei que você está ai em algum lugar, escondido atrás de alguns livros numa biblioteca imensa (Corre! Vai que a estante cai em cima de você!), sentado fitando o mar de alguma praia pouco habitada (com a sorte que eu tenho vira uma Tsunami)... ou quem sabe correndo quem nem um louco pra lá e pra cá nessa selva de pedras como a maioria dos paulistanos pra tentar vencer na vida (pelo menos não é no Rio com as balas perdidas). Ou talvez você esteja em uma missão secreta em Marte (marciano?!), mas eu sei que em algum lugar do mundo você existe.

E não me importa onde você esteja, não quero saber como, onde, porque, com quem (ai se eu te pego com outra! Te mato e fico com o seu melhor amigo)... Só me sinto confortável em saber que você existe, que você está por aí me procurando (ou não, né! FDP), assim como eu estou procurando você também. E me desculpe se eu já te confundi com tanta gente (eu sempre falo que vou parar de beber), mas é que sou tão ansiosa que fica tentando captar qualquer sinal da sua presença... Mas no final eu sempre descubro que não é você (quando passa o efeito do álcool), que eu estou procurando seus traços e dons nos lugares errados.

E no final das contas, é por isso que estou lhe escrevendo. Pra dizer que vou dar uma pausa nessa procura (Tecla SAP: Cansei, porra!), por que sempre que eu descubro que errei de novo a pessoa certa... dói. E dói porque eu sempre crio toda uma expectativa, planos mirabolantes (não, eu não sou neorótica. Tá, só um pouquinho) para...nada.

Então, meu futuro desconhecido, cesso a minha busca por um tempo. Eu preciso desse tempo, preciso parar de olhar para os lados e olhar para frente (por que se eu olhar pra trás, meu bem... é suicídio na certa. Eu já fiz um bocó feliz...). Pois, por mais que eu saiba que você existe, não sei se um dia nossas ruas irão se cruzar (A fila anda, benhê!).

Mas se porventura me encontrar nesse meio tempo, não hesite! (Vai que rola!)

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As frases em cinza sou eu tirando sarro do drama que eu fiz post original (em preto). Que é verdade! Mas as frases em cinza também são. Será que isso confirma a minha teoria que sofro de humor bipolar? Oh My Lord!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Maria Gasolina? Não é bem assim...


Hoje estava indo visitar a minha amiga, e quando atravesso o farol me deparo com uma linda BMW preta, me atentei às rodas, que era maravilhosas... Não sei exatamente qual BMW era, muito menos se aquele tipo de roda tinha alguma especificação, mas eu achei o conjunto muito bonito. Eis que deparo com o motorista me xavecando.
Quase que eu solto: "Alou! Se toca coroa, eu não estou olhando pra você, tô olhando pro carro! Uma coisa não leva a outra, entende?"

Só que nesse tipo de situação, o motorista do carro provavelmente deve ter me achado com cara de "Maria Gasolina", e eu explico o porque é revoltante.

Os homens adoram falar que mulher não entende nada de futebol e carros. E eu, como não gosto de ser ignorante em nenhum assunto, gosto de dar uma lida sobre as coisas que eu percebo que não sei NADA pra da próxima vez que esse assunto aparecer na mesa de um barzinho eu não ficar com cara de tonta.

O fato é que quando eu entrei na faculdade eu não sabia nada de carros, e pra piorar a minha situação, meu curso é composto por 80% de homens, ou seja... o assunto SEMPRE era carros, futebol e mulher (do último assunto eu não faço muita questão de entender como eles). Então corri atrás do prejuízo. Comecei a prestar atenção no nome dos carros, modelos, e confesso que até dei uma lida em como funciona o motor quando estava tirando a minha carta (vai que a coisa pifa no meio da rua!). E depois de todo o meu esforço já não fico mais boiando quando o assunto é carros. Então sr. coroa da BMW, eu não estava olhando pra você, e nem queria "te pegar" por quê você tem um carro lindo... eu poderia muito bem só ficar com o carro. (E que carro!)

;)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ele simplesmente não está afim de você


Eu sei que disse no último post que iria escrever algo sobre a gripe suína, mas tenho certeza que esse "auê" não vai terminar tão cedo...Então não faltarão oportunidades.

Cá estou madrugada a dentro lendo "Ele simplesmente não está afim de você". É o primeiro livro que estou conseguindo ler depois de ver o filme, "Senhor dos Anéis" foi uma catástrofe, nem passei do primeiro capítulo.

Bom, o motivo do post é um pedacinho que acabei de ler, e me identifiquei! Finalmente não me sinto culpada por várias vezs ter ficado brava com pessoas que diziam "já te ligo" ou "te ligo tal hora", a troxa ficava esperando e depois ouvia uma bela desculpa e tudo ficava "bem".

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A desculpa: ele apenas diz coisas que não tinha a intenção de dizer
Querido Greg,
Estou saindo com um cara que sempre termina as conversas dizendo que vai me telefonar em um determinado momento. Por exemplo, "liqo para você no fim de semana". Ou "telefono para você amanhã". Ou, ainda, se tem de atender uma chamada em outra linha, ele promete "ligo para você daqui a um minuto". E não liga. Bem, ele sempre acaba ligando, mas quase nunca quando disse que ia ligar. Devo entender isso como uma indireta, ou simplesmente aprender a ignorar o que ele diz quando desliga o telefone?
Annie

Da mesa do Greg
Querida Esperando Telefonema,
É, você deve entender isso como uma indireta. Na verdade, a indireta é "ele simplesmente não está muito a fim de você". O que acontece é o seguinte: a maioria dos homens diz o que acha que você quer ouvir no fim do programa ou da conversa ao telefone, em vez de ficar calado. Alguns estão mentindo, outros sendo sinceros. Você percebe a diferença assim: eles estão sendo sinceros quando realmente fazem o que disseram que iam fazer. E mais uma coisa que você deve lembrar: telefonar quando disse que ia telefonar é o primeiro tijolo na casa de amor e confiança que vocês estão construindo. Se ele não é capaz de assentar esse tijolinho idiota, vocês nem ao menos terão uma casa, querida. E, do lado de fora faz frio.
Viramos um bando muito descuidado. Dizemos coisas que não queremos dizer. Fazemos promessas que não cumprimos. "Telefono para você." "Vamos nos ver." Sabemos que não vamos. Na Bolsa de Valores da Interação Humana, as nossas palavras perderam quase todo o valor. E a espiral continua, já que agora nem esperamos mais que as pessoas cumpram suas promessas. Na verdade, ficamos até constrangidos ao dizer para o mentiroso que ele não fez o que disse que ia fazer. Por isso, se o cara com quem está saindo não telefona quando diz que vai telefonar, por que isso tem tanta importância? Simplesmente porque você devia estar saindo com um homem que pelo menos cumprisse sua palavra.