"A Matemática pura é, à sua maneira, a poesia das idéias lógicas.” (Einstein)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Se meu maleiro falasse...

Tudo que eu precisava em todos esse anos era que você tivesse a coragem de dizer aquilo que eu não queria ouvir. Lembro de você - no meu lugar favorito de casa - me olhando com aquela cara de pena dizendo que eu era uma boa "amiga". Na hora eu quis usar um palavrão na mesma frase que iria responder que não sei ser sua amiga, não é uma questão de não poder.. é não saber mesmo. Você conseguiu cortar meu coração - de novo - e me fazer procurar outro lugar favorito dentro da minha própria casa. Se a maioria dos domingos a noite são nostálgicos e deprimentes, aquele sem dúvida fez juz à regra. Confesso que eu fiquei com raiva, muita raiva. Aquelas frases que você dia ou outro deixava escapar e alimentavam as minhas esperanças ficavam ecoando na minha cabeça e nada mais fazia sentindo. Depois eu entendi... As vezes a gente só não tem coragem de largar o osso, e coragem é uma coisa que realmente nunca foi o seu forte. Mas como eu disse, eu precisava disso para seguir em frente. A parte difícil em esquecer alguém é o fato de que as pessoas não sabem daquela fatídica conversa que fez você - enfim - abrir mão de uma história que, pode até virar cinema, mas nem de longe vai ter o fim que você queria... É quando as pessoas perguntam por ele em uma reunião de família e eu tenho que simplesmente dizer a verdade. Não sei. Ou quando as pessoas perguntam o que foi aquela mudança dele de status no facebook de solteiro para "casado" com ninguém e eu tenho que responder outro "não sei" e engolir seco o "deve ser mais um jeito idiota dele tentar chamar atenção do mundo". Para o meu conforto o meu "não sei" é geralmente seguindo de um "como ele é idiota" e aí eu não me sinto tão mal com os meus pensamentos. Sete anos, sete bilhões de pessoas no mundo... Já está mais do que na hora de abandonar os velhos livros que não vão mais fazer a gente aprender nada nessa vida. Fecho-o e coloco-o no lugar mais escondido e empoeirado do maleiro do meu guarda-roupas com todas as outras coisas que poderiam me fazer lembrar. Seria genial se o maleiro fosse o doutor que apaga a memória do Jim Carrey naquele filme "Eternal Sunshine of the Spotless Mind". Mas vai ter que servir....

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O amor é cego


Seria hipocrisia dizer que a gente nunca mais procura saber sobre como anda a vida de um ex. E hoje olhando uma foto sua eu acredito que pude ver você como você realmente é. Eu achava que você era o homem mais lindo do mundo, mesmo que essa frase esteja errada no generalismo ela ainda está errada no contexto... Você está longe de ser um homem.
Eu olhei seu rosto e não consegui reconhecer aquele cara que me arrancou suspiros e lágrimas por tanto tempo. Acho que o amor cega as pessoas, de fato. Eu nunca tinha reparado nos seus olhos de lunático e no seu nariz de batata como reparei hoje, até seu cabelo que eu achava a última referência em estilo estava um completo caos. Talvez você tenha ficado assim ao longo dos anos e eu não reparei, ou talvez você sempre tenha sido assim. O fato é que hoje eu enxergo. Na verdade, acredito que quando eu te amava isso não fazia a menor diferença, pois eu realmente gostava de você pelo que tinha aí dentro. Mas depois do último encontro, eu tentei .. Juro que tentei encontrar alguma coisa que ainda me atraísse, nem que fosse uma piada que tivesse me arrancado um sorriso, mas não consegui. Também não sei se fui eu que mudei, que fiquei mais ou menos exigente com isso ou aquilo. O fato é que se eu tenho uma peça faltando no meu quebra-cabeça você não encaixa mais. De jeito nenhum. E eu vejo você cometendo os mesmos erros e tentando concluir os mesmos acertos e sonhos, e isso me cansa... Não tenho mais fôlego, nem vontade, nem amor.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"Mesmo querendo eu não vou me enganar...

... eu conheço seus passos, eu vejo seus erros."

Depois de anos sem te ver, finalmente consegui trazes você de volta... Pelo menos fisicamente.Eu estudei cinco anos de engenharia pra conseguir construir uma máquina do tempo e te trazer pro meu presente. Planejei tudo, e tudo saiu nos conformes, exatamente como eu queria. Com exceção de você. Você é praticamente o mesmo cara de três anos atrás, os defeitos aguçados além do que eu esperava, influenciado da pior forma possível durante todo esse tempo e completamente estagnado na vida. Eu perdi você, mas não perdi meu foco em ser alguém, em fazer alguma coisa útil e empreendedora com o meu tempo. Por mais que eu tivesse recaídas emocionais eu segui em frente. E modéstia a parte eu segui um bom caminho. Olho pra trás e me orgulho de não ter dependido de ninguém pra chegar aonde eu cheguei, se eu tenho algo à agradecer à alguém é a minha família e ponto. Nada veio de mão beijada. E você ... Você tinha tudo para ser alguém, para crescer na vida. Mas você escolheu viver na Terra do Nunca, em todos os sentidos. Hoje, se nós estivéssemos juntos e eu olhasse pra frente, você não estaria lá, muito menos do meu lado, por que você não evoluiu ou se quer amadureceu para me alcançar só te vejo olhando pra baixo, pra trás. Você continua aquele menino, com grandes sonhos e minúsculas atitudes. E eu não preciso de um menino, isso não me satisfaz mais. Repudio pessoas que deixam de aproveitar as oportunidades da vida por pura preguiça, vadiagem e comodismo. E você se tornou tudo isso... ou melhor: nada. Hoje eu consigo olhar pra frente e no cenário mais pessimista me ver sozinha, mas nem no mais otimista possível você está lá. Você não é capaz de subir as escadas que eu subi, e eu nem sequer lamento por isso.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sobre loteria e o amor.




Fiquei parada olhando para a tela branca pensando no que escrever, sobre o que escrever. Sabe aqueles dias que você está cansado mas não consegue dormir? A cabeça pensa 3600 coisas por segundo e eu tenho certeza que se ela fosse uma CPU teria ido pra assistência técnica na semana passada. E o coração? Definitivamente teria pifado também. Posso até ouvir os "bip's" das máquinas do hospital. A cabeça começa a formular histórias e idéias que atormentam o aquele coração todo remendado. Antes fosse só uma cicatriz, tem cada reparo mal feito. Já tentei fita adesiva, cola Tenaz, linha e agulha, super-bonder.... A gente tenta de tudo no final das contas. Até hoje as gambiarras estão funcionando, vamos ver até quando ele aguenta.

O fato é que dá até vergonha de querer entregar uma coisa tão mal conservada como esse coração pra alguém. Deixa ele no cantinho dele, batendo, suspirando... As vezes tendo umas recaías. Sabe fábrica quando dá uma emergência e corre todo mundo pra sala de controle pra ver o que está acontecendo? Funciona mais ou menos assim quando eu te vejo. Tem vezes que eu acho que vai dar perda total. Fecho os olhos, finjo que não te escuto. Dizem que a manutenção preventiva é a nova alma do negócio. Vai saber!

Crescemos ouvindo que existe um tal produto chamado amor que é garantia de felicidade. Bobagem. É como jogar na loteria. A gente sabe que o prêmio existe, mas raramente alguém ganha, e quando o coitado ganha é caçado até o fim do mundo, roubado, molestado, torturado... No final das contas ele volta pro mesmo lugar da onde veio... Pra fila da Caixa Lotérica apostando e mais 6 números, esperando sentir toda aquela tal "felicidade" de novo. Coitado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre as saudades com gosto amargo.

Eu tenho saudades de acreditar cegamente no amor, de mergulhar em um sentimento sem medo de me machucar, sem medo de me iludir. Simplesmente amar. Escrever cartinhas de declarações que nunca serão entregues e planejar a minha vida ao lado de alguém que nunca vai saber que faz parte de algum sonho meu.

Tenho saudades até dos meus amores platônicos. Como eu me apaixonava fácil...

Atualmente meu coração tem um sensor anti-amor, anti-paixão, anti-tudo que não seja lógico, exato e racional. Definitivamente me tornei uma pessoa medrosa. A palavra "não" me faz estremecer, aquele olhar de indiferença me dá arrepios... mas daqueles arrepiost ruins, sabe? Que trazem o embrulho de estomago junto, sem contar aquela vontade de se trancar no banheiro e não sair até que aquela pessoa que te rejeitou esqueça que um dia você pisou nesse mundo.

Eu definitivamente tenho aversão a rejeição, e tenho mais medo dela do que tenho vontade de amar e deixar ser amada. Eu sou uma medrosa, sou mesmo. Já encontrei muitas portas fechadas na vida para ser tola o suficiente de acreditar que essa, justamente essa, estará aberta. Alguém me deu uma chave sem fechadura e está se divertindo enquanto eu tento montar um quebra-cabeça que não forma desenho algum...

Eu sou assim... preto no branco. Não tenho meio, não tenho talvez, não tenho cinza. Ou estou no começo, ou parto pro final.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Segredos de ventilador

Oi? Você! Para aí! Espera... Eu realmente preciso te contar como é difícil colocar tudo que eu estou pensando em palavras. Isso não costuma acontecer, sério. Sempre que eu escrevi algo sobre outro eu não tive medo, pois simplesmente já não tinha mais nada a perder. Mas você é diferente, eu quero que tudo fique quase tão perfeito assim como eu enxergo em você. Eu quero que transmita confiança, seja inteligente e intenso ... Eu quero que cative, eu quero que cada palavra seja você.

Mas eu simplesmente não consigo, qualquer coisa que eu escreva não ficará bom o suficiente. E eu não quero escrever a minha especialidade: drama. Eu quero escrever aquela comédia romântica que todo mundo sabe o que vai acontecer no final, mas mesmo assim assiste por que, sei lá, dá esperanças de que um dia o protagonista seja o seu melhor amigo ou o cara que você mais odeia e que ele te faça a mulher mais sortuda do mundo.

E partindo do princípio “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” a culpa é totalmente sua se às vezes eu me pegar sorrindo sozinha e, aparentemente, sem motivo algum.

Pra finalizar com um pouco de drama, caso contrário não seria eu, eu prefiro viver na dúvida do que ter uma certeza e afastar tudo que eu tenho de você em mim.

domingo, 2 de outubro de 2011

Sobre a verdadeiras provas da minha vida

Quando eu fazia cursinho um professor disse que o vestibular seria apenas a primeira prova difícil da minha vida. Naquela época com toda a minha imaturidade eu só podia pensar "nada deve ser pior que o vestibular".

Não só existem provas piores como elas não têm aonde colocar o X e muito menos um gabarito. Nem as provas do curso de inglês, nem as provas da faculdade são piores aquelas que nos pegam de surpresam e nos testam dia após dia.

As vezes uma resposta errada podem causar problemas por meses, coisas de segundos podem decidir sua vida em anos. As vezes não temos nem os 3 minutos por questão de vestibular pra pensar, é pra ontem.

Você não vai pegar uma DP ou repetir o semestre por ir mal nesse tipo de prova. Você vai simplesmente arcar com as consequências e desejar que ela não seja muito grande ou muito longa. Você não vai receber parabéns se tirar nota 10. Simplesmente vai ter que continuar respondendo suas questões da melhor forma que puder. Mas não se iluda, se você tirar um zero todo mundo vai reparar, comentar, cobrar.

Que venham as provas de cálculo, física, orgânica. Isso tudo é fácil perto de tantas provas que a gente tem que passar diariamente e tirar 10 pra continuar tentando ser feliz.

Li no facebook de um amigo outro dia e achei genial: ‎"Se existe algo que o Tetris me ensinou é que: meus erros de acumulam em pilhas e meus acertos simplesmente desaparecem!"

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Por onde raios você andou?

Ele: Desculpa! Eu sei que estou um pouco atrasado, mas eu realmente espero que ainda dê tempo de dizer que eu andei errado. Eu entendo, eu juro que entendo. As suas queixas são justificáveis. Eu sei que você sentiu minha falta essa semana. Não sei como eu não percebi, são coisas que pareceriam óbvias até para uma criança.

Ela: Mas por onde raios você andou enquanto eu te procurava? Já não sei mais se você é mesmo tudo aquilo que me faltava.... Amor, se é que eu posso te chamar de amor, eu sinto a sua falta. Só que a falta é a morte da esperança.

Ele: Lembra o dia que roubaram o seu carro? Deixou uma lembrança ...

Ela: É... a vida é mesmo coisa muito frágil.

Ele: Uma bobagem.

Ela: Uma irrelevância

Ele: Uma irrelevância diante do amor de quem se ama.

Ela: Mas por onde você andou enquanto eu te procurava?

Ele: E o que eu te dei?

Ela: Foi muito pouco... Quase nada.

Ele: Eu sei que no final eu apenas deixei algumas roupas penduradas.

Ela: Como eu disse, não sei mais se você é mesmo tudo aquilo que me faltava.


- Outra perspectiva de Nando Reis.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Vai fazer diferença daqui 5 anos?"

É com a frase do título desse post que a minha irmã sempre me convence que não vale esquentar a cabeça por qualquer coisa. E hoje, nesse friozinho da madrugada, pensando na vida... E de fato se eu olhar pra minha vida a 5 anos atrás, apenas pessoas importantes continuam nela. Talvez não com tanta intensidade, talvez não na mesma frequência, mas continuam. Digo o mesmo para fatos importantes.

Há cinco anos atrás eu estava na época do vestibular, e eu lembro que deixei de fazer muita coisa que na época era "importante" para me dedicar aos estudos e tentar entrar em uma boa faculdade. E quer saber? 5 anos depois eu aprovo todas as minhas escolhas, e falaria todos os "não" que eu disse naquela época de novo. Por que eu cheguei onde eu queria, valeu a pena!

Não tem sensação mais gostosa do que passar aquela turbulência de incertezas da vida. Eu já finalizei, comecei e estou no meio de tantos outros projetos... E pensar que minha maior preocupação há 5 anos era o vestibular. Se a gente pudesse voltar no passado e dizer para nós mesmos que no final vai dar tudo certo, para seguirmos em frente por que estamos no caminho certo... Talvez não tivéssemos tantos medos e frios na barriga, mas sensação de vitória também não existiria...

domingo, 10 de julho de 2011

Da série: "Minha vida é uma piada".




Sexta-feira fui até à minha faculdade para fazer rematrícula (assinar meu atestado de sadomasoquista pela oitava vez) e aproveitei a viagem para resolver algumas coisinhas.
Fui até minha república - um apartamento perto da faculdade - para pegar um livro que tinha que devolver, aproveitar para pegar um cobertor para lavar e umas tranqueiras que senti falta nas férias.
Subi o elevador conversando com a minha amiga, cheguei no meu andar, peguei as chaves, coloquei na fechadura e...

- Bá, não consigo abrir a porta.
- Como assim?
- Ela não entra até o final, tá vendo?
- Nossa, é verdade...! E agora?
- Que estranho, semana passada eu passei aqui com a minha mãe e estava tudo normal...

Cutuca a fechadura aqui, aperta mais um pouquinho a chave ali, tira, coloca de novo, tenta rodar e nada...

- Bá, tenta você. Não é possível...

Cutuca, vira, empurra, tira, põe, aperta...

- Não é possível que aqueles maninhos conseguem abrir a porta com um grampo e a gente não consegue abrir com uma chave!
- Nem fala, já não basta não saber dirigir...!
- Fale por você, Tati!
- Eu sei! Pelo menos eu tenho uma desculpa, sou loira. Mew, vou derrubar essa porta daqui a pouco! Que saco!

Cutuca, gira, aperta...

- Desisto, vou ligar na portaria e pedir pra alguém vir me ajudar.

...

- Oi, tudo bom? É a Tatiane aqui do 17 D. Eu não consigo abrir a porta do meu apartamento.
- Você está dentro ou fora do apartamento?
- Fora.
- Ok. Vou mandar o zelador aí.

Gira, aperta, tira, põe...

- É bá, poderia ser pior, a gente podia estar dentro o apartamento.
- Não há nada que esteja ruim que não possa piorar.

Eis que chega o Zelador.

- Qual é o problema?
- A chave não está entrando até o final...

Cutuca, gira, aperta, tira, põe, analisa, cutuca, tira ...

- Acho que vocês vão ter que chamar um chaveiro.
- Sério? Mas...

Então zelador olha para o meu chaveiro, analisa, pega outra chave e coloca na fechadura. Essa entrou até o final...

- Você estava colocando a chave errada ...




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia amargo



“Eu estarei sempre lá quando você precisar.”

“Conte sempre comigo.”

Essas são as piores promessas/mentiras que alguém pode dizer. Na verdade, quando você realmente precisar elas não estarão lá. Talvez por que estão muito longe, talvez por que já têm alguém pra cuidar ou quem sabe por que estão em dia tão ruim quanto o seu e aí prevalece a lei da sobrevivência.

O fato é que ninguém pode respirar por você, nem por um segundo se quer. Nessa vida é você e Deus. Ele está sempre lá, mas não pode resolver os problemas que você criou sozinho. Talvez nem você possa, mas somente você, e mais ninguém, pode tentar.

O trágico, ou apenas o triste dessa história toda é que o mundo vive nos enganando, vive dizendo que não somos nada sozinhos, que sempre podemos contar com pai, mãe, cachorro, irmão, irmã, papagaio, amigos... E na hora do “vamos ver” é você, você, e somente você! E claro que não estamos preparados para isso, não esperamos estarmos sós pra resolver qualquer coisa, por que... ”Poxa, ele disse que estaria aqui quando eu precisasse”. Mas ele não está. Ninguém está. Então temos que engolir o choro, encarar o mundo com o que tivermos nas mãos e seguir em frente.

Por analogia é como se estivéssemos caindo de um precipício, e tentando se agarrar em qualquer ramo de árvore para parar a queda... Fazemos alguns cortes nas mãos, alguns arranhões nas pernas, mas não podemos desistir, temos que continuar tentando segurar em alguma coisa. O super homem não vai aparecer voando pra te salvar. Então, a não ser que você aprenda a voar, continue procurando um apoio material e sólido de preferência.

E não se agarre a sentimentos, emoções, paixões... Por que todas elas vão embora um dia. Vão por desgaste, por ausência sem culpa, por substituições... Por qualquer motivo que seja elas simplesmente vão. E não vão fazer pezinho pra você escalar o que quer seja.

A coisas mais sensata que eu já ouvi foi "Nunca espere nada de ninguém.". E quer saber, isso inclui a pessoa que me disse isso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Contos - Você de novo

Oi, você de novo?! Eu estou bem, obrigada por perguntar. E você? Se está aqui algum motivo deve ter. Ah! Só saudades. Quer entrar em casa, sentar no sofá, conversar como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse me magoado e depois ir embora e me deixar plantada na porta na esperança de que você sinta saudades novamente. Não é bem assim? Sei... Parece que você espera eu cansar de te esperar, e quando já estou na iminência do seu exílio você reaparece, exatamente assim... Como quem não quer nada, só está com “saudade”.

Será que você sabe mesmo o que é saudade? Saudade é tentar abafar o choro com o travesseiro antes de dormir, querendo apenas ouvir a voz daquela pessoa. Sendo um pouco menos dramática é tentar fazer o coração bater num ritmo mais lento e menos triste quando você escuta uma música romântica e quer pegar o telefone desesperadamente e discar aquela combinação de oito números que nunca mais vai sair da sua cabeça. Como eu sei? Não, não que eu tenha passado por isso muitas vezes, e muito menos por você! Não seja tão prepotente. Eu escuto as pessoas falando e tomo notas. Sou muito observadora. Desde quando? Boa pergunta... Quem sabe se você não fosse um turista na minha vida você saberia.

Não, não é drama. É só um desabafo. Você vai e vem na hora que bem entende, não bate na porta, e mesmo que ela estivesse trancada você tem a chaves. Não tive coragem de trocar a fechadura. Mas eu vou! Fique sabendo que eu vou fazer isso amanhã! E vou botar na rua aquele saco preto com todas as suas coisas, lembranças, cheiros, afagos, beijos e promessas. Por que ainda não joguei fora? Ah... é que... comprei um armário novo e estou redecorando, reorganizando. Juro!

Olha, pára... Chega dessa conversa. Não sei por que deixar nas entrelinhas o que eu e você já sabemos. Pelo menos eu suponho que você saiba. As portas sempre estarão abertas pra você, mas, por favor, não volte. Eu não consigo bater a porta na sua cara, eu não consigo deixar de oferecer um café com bolos e tortas e tudo que estiver na minha geladeira. Eu não consigo... Você sabe que não. Então se for só saudades de uma boa conversa, sentado no tapete da minha sala frente à lareira, peço que procure outro lugar para passar suas tardes frias. Por mim, por tudo que um dia foi “nós”. Foi tudo lindo, com alguns problemas aqui e ali que nós não conseguimos resolver, mas se você realmente esqueceu tudo... Me deixa fingir que esqueci também. Mas me deixa fazer isso longe de você. Por que só saber que você ainda se importa com pelo menos um fio de cabelo meu, eu já tenho esperanças de que você... de que você ... Enfim. Obrigada pela visita.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Observe

"Aos poucos ela foi se desapegando daquela vontade louca de gritar pro mundo inteiro o que ela pensava. Começou a perceber que não adianta gritar, sua voz não vai chegar a todos os lugares que ela quer e uma hora ou outra ela ficaria rouca tentando."

As pessoas falam de mais e fazem de menos. Quantas promessas vazias você já não escutou? Quantas palavras já não foram usadas pra simplesmente ganhar tempo? Quantas cobranças já não foram feitas sobre você vindo de pessoas que não tinham a menor "graduação" para fazê-las. Quero dizer, você não pode cobrar uma coisa de alguém que você não seja capaz de capaz de fazer.

Então, meu conselho é sentar na janela da sua casa com um senhor balde de pipocas, e entre uma balada e outra, entre uma responsabilidade e outra, parar para assistir esse hilário e dramático filme da vida. As coisas realmente não acontecem por acaso... assim como elas não deixam de acontecer somente para te contrariar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Guerra civil - Sentimentos vs razão




Alguma coisa está errada quando você começa a pregar peças contra seus próprios pensamentos. é como uma guerra civil entre os seus sentimentos e a sua razão. Não importa quem vença, muitos destroços ficaram no meio do caminho e de alguma forma o país, ou seja você, sofrerá perdas.

Com o passar do tempo a razão vai evoluindo e adquirindo novas armas, talvez possamos culpar a evolução da inteligência, aliada incondicional da razão.

Por mais que os sentimentos tenham ferramentas precárias e praticamente pré-históricas, e mesmo que eles mal sejam alimentados, eles possuem alguma coisa surreal que os mantém fortes e totalmente páreos para essa tenebrosa disputa...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Before Sunset



Me identifico demais com esse filme, e não saberia escrever nada parecido pra expressar isso. Então lá vai um ctrl+C ctrl+V.

Cena do barco

“Sinto que sou anormal e não consigo seguir em frente.
As pessoas têm um caso, ou até relacionamentos. Terminam e esquecem tudo. Muda como trocam de marca de cereal.
Sinto que não esqueço as pessoas com as quais estive… porque cada um tem qualidades específicas. Não dá para substituir ninguém. O que foi perdido está perdido.
Cada relacionamento que termina me magoa. Nunca me recupero. Por isso, tenho cuidado quando me envolvo com alguém, porque dói demais.
Eu evito até transar porque vou sentir saudades de coisas mundanas daquela pessoa.
(…)
Não se pode substituir ninguém porque todo mundo é a soma de pequenos e belos detalhes.”

Cena do carro

“Agora, não acredito no amor. Não sinto mais nada pelas pessoas. É como se aquela noite tivesse dado tudo a você e você partiu. Senti que fiquei fria, como se o amor não existisse para mim. Sabe o quê? Para mim, realidade e amor são contraditórios.
É estranho, todos os meus ex-namorados estão casados.
(…)
Os homens saem comigo, terminamos, e eles se casam. Por que não me pediram? Eu teria recusado. Mas poderiam me pedir!
Sei que a culpa é minha. Nunca senti que era o homem certo.
O que significa isso? O amor de uma vida? O conceito é absurdo. Só nos completamos com outra pessoa. É sinistro!
Sofri demais e me recuperei. Agora, não faço força alguma. Sei que não vai dar em nada.
Parece que não ligo, mas estou morrendo por dentro.
Estou amortecida. Não sinto dor nem excitação. Não estou amargurada…”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Contos - A marionete

Um dia uma marionete, cansada de tanto pensar com seus botões se volta para o seu Titereiro e começa a falar, para o espanto do mesmo.

"Senta aí, seu moço. Agora quem vai falar sou eu. Não dá mais, não consigo mais viver assim. Não entendo o porque das coisas, não seu se estou fazendo o certo o que esperam que eu faça para o show continuar. E eu juro que quero fazer o certo, não quero acabar na barriga de um baleia tal qual Pinocchio. Mas eu simplesmente não sei. Me dá uma dica, me dá num sinal. Se a minha vida pudesse ser comparada à um jogo de caça-palavras eu pediria para poder ver as respostas por cinco segundo, só pra saber pra que lado desse mar de palavras eu tenho que nadar. E se eu ficar nadando na direção errada eternamente? E se eu nunca formar uma palavrinha se quer?"

"E sinceramente eu estou cansada de me apresentar pra mais de mil pessoas e mal poder encontrar um sorriso verdadeiro. É como se eu batesse em mil lindas portas fechadas, sendo que as poucas,algumas das mais belas, que se abrem dão em quartos vazios. Frustração!"

"Me ensina, seu moço. Me ensina saber escolher, não esperar tantos sorrisos de bonecos que foram feitos para tristeza. Me ensina a ser indiferente à maldade, a ser inerte a tudo que não acrescenta em nada na vida e saber seguir em frente cada vez que meu coração - por mais que seja de madeira - for partido.Me ensina a esquecer de verdade, e não apenas fingir. E acima de tudo eu lhe peço, eu imploro... Se for pra existir alguma ilusão, que seja a de que vai dar tudo certo."

Depois de tanto falar, o Titereiro apenas sorriu e abraçou marionete. Esta ainda esperando respostas apenas foi colocada de volta na estante ouvindo apenas: "Se acalme, mocinha. Amanhã é um novo dia e o show tem que continuar."

(*) Sem tempo de revisar o post, desculpem pelos prováveis erros de digitação/português ;)

domingo, 8 de maio de 2011

Minha camiseta do Green Day




Hoje abri minha gaveta para pegar uma blusinha e lá estava ela, a boa e velha camiseta do Green Day. Há uns seis anos atrás ela seria minha primeira escolha, mas hoje ela simplesmente está lá, um artigo do meu pequeno museu de boas lembranças e velhos habitos que não morrem... mas que deixam de ser prioridade na sua vida.

Eu mudei, mudei mesmo... Essa semana mesmo um amigo de velhos tempos veio me falar que nem sabia que eu gostava de futebol internacional, é por que eu não gostava mesmo, na verdade não era um relação de ódio com os nosso amigos de sangue azul da Europa... era só uma indiferença. Hoje eu não entendo como é que meu dia não parava por causa de um clássio "Real Madrid vcs. Barcelona". Mas, devido aos resultados da Liga dos Campeões eu não quero me estender no assunto.

O fato é que estamos em constante mudança, o que não nos faz perder a "base" de tudo, mas nos faz perceber que tem muita coisa boa nesse mundo, é só a gente se deixar levar um pouquinho para desfrutar do lado bom de cada coisa nessa vida.

Quanto aquilo que não é bom... Simplesmente não é.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Copo de leite



Uma pecinha do quebra-cabeça, só mais aquela para alguma coisa lá dentro da sua massa cinzenta gritar “EURECA! “ e você perceber o quanto é estúpido (ou no mínimo ingênuo) por não ter percebido antes. Talvez você até desconfiasse, mas agora é certeza.

E o que a gente faz quando derrama leite no chão? Pega um pano e limpa. Simples assim. O problema é que quando se trata de sentimentos (sejam eles bons ou ruins) a idéia simples de pegar o pano para limpar a sujeira demora, por que fica perdida no meio de pensamentos e indagações que, no final das contas, não vão te levar a lugar nenhum.

A gente pensa, pensa e pensa de novo, pra no final entender que não temos que entender nada, que as coisas são assim por que tem que ser e se um dia for pra entender você vai entender. Não agora, não hoje, não amanhã... Um dia.

Não adianta querer colocar o leite de volta no copo, colar com super bonder o vaso de porcelana raríssimo... Por mais que dê certo, nunca mais vai ser o mesmo vaso. O que passou, passou e a gente não pode viver de passado. Confesso que é engraçado olhar pra trás e perceber que se você tivesse saído com os seus amigos naquele dia, e exatamente naquele dia, algo de diferente não teria acontecido e hoje estaria tudo nos conformes. Mas não, você tinha que estudar, o que algumas pessoas consideram atraso de vida social, mas para você era a coisa certa a se fazer.

A vida é uma caixinha de surpresas, e infelizmente não podemos fugir de nenhuma delas. Só nos adaptar e levá-la da melhor forma possível (que é aquela que você acha a melhor, não aquela que as pessoas palpitam que seja a melhor).

terça-feira, 12 de abril de 2011

Meu hobbie? Fofoca, Lógico!



Com tanta tecnologia por ai, ainda existem aquelas pessoas conservadoras, adeptas dos modos de distração da idade média: a fofoca.

Como antigamente as pessoas não tinha televisão, vídeo-game, internet e toda fonte recreação disponível atualmente, elas aderiam a “boa” e velha fofoca. Por que antes cuida da sua vida era muito fácil. No tempo que sobrava entre trabalhar, comer e dormir as pessoas gostavam de cuidar da vida dos outos também. Oras! Por que não?

E talvez seja coisa de genética ou simplesmente tédio com o próprio nariz, mas ainda existem pessoas que a acham que têm tempo de sobra para dar uma palpitada na vida alheia.

Existem tipos de fofocas. Têm aquelas pessoas que só se atentam aos fatos e “transmitem informações”, essas pessoas são raras, pois poucos são aqueles que sabem reproduzir uma frase sem mudar uma vírgula de lugar. Acho que as pessoa fica com inveja de que outro alguém conseguiu bolar uma frase e aí este ser resolve pelo menos mudar uma vírgula de lugar para dizer que fez alguma coisa na vida. Seguindo essa linha de raciocínio, temos aquelas pessoas que gostam de “incrementar”, vai que fofoca é meio sem graça e os amigos do bar não vão achar muita graça? Nada como ser criativo e inventar alguma coisinha ali no meio. Se uma pessoa comeu uma maçã de manhã, de noite a história já é que a pessoa é sadomasoquista e gosta de ficar com uma maça na boca na cama, igual um porquinho de Ação de Graças. Não duvidem! Tem pessoas que acham suas vidas tão sem graça que precisam colocar pimenta na vida de alguém para serem felizes.

Também temos aqueles fofoqueiros atores. Esses são bons. Eles têm o dom de distorcer tudo que você disse apenas mudando a entonação da frase. Fabuloso! Geralmente eles utilizam dessa artimanha parta ver o circo pegar fogo pro lado de alguém.

E se vocês acham que as mulheres são as melhores nesse hobbie, e por que não esporte, é por que nunca prestaram atenção em como os homens são disparadamente melhores nisso.

Senhoras e senhores, o X-BOX não é tecnologia suficiente para preencher o tempo de ninguém. A fofoca estará sempre em primeiro lugar na vida daqueles que tem as vidas tão perfeitas e não tem mais o que fazer.

Falar um pouquinho da vida alheia todo mundo fala, mas fazer disso um hobbie é só para quem suou muito a camisa e treina todo dia. Parabéns, um dia eu chego nesse nível! Por enquanto, eu fico na categoria de iniciantes apenas cuidando da vida dos personagens dos livros e seriados.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O vício da lógica

Minha mente anda tão engenheira que acho que não consigo mais escrever nada que não seja em tópicos e frases matemáticas, mas lá vai.

Ela não é diferente de qualquer outra pessoa paulistana. Tem alguma variáveis, claro, se elas não existissem todas a vidas seriam exatamente iguais, acabamos caindo naquela velha história de Livre Arbítrio e que o homem é um animal racional que opta pelo sim e pelo não, pelo certo e pelo errado.

O fato é que ela, por N motivos, tenta encontrar uma lógica para tudo, um por que, uma causa para a circunstância. E nesse mundo totalmente racional, onde ficam os sentimentos?

Desde pequena disseram que o amor, a saudade, o carinho são coisas do coração. Que grande bobagem! Ela já viu um coração, não tem nada mais que tecidos, sangue e aquele monte de coisas categoricamente nomeadas pela medicina. No fundo são células, e ponto. Tudo matéria. Não tem sentimento nenhum lá dentro.

Que dirá a inteligência estar no cérebro. Puta mentira. Ante estivesse, ela abriria e tentaria colocar alguma coisa lá. A única coisa que ela sabe é que o cérebro é responsável por avisar que ela está com dor em algum lugar. Principalmente nas costas, ultimamente.

Tentar achar uma lógica pra tudo cansa, mas simplesmente deixar as coisas existindo sem saber o por que é sufocante.

Que dirá a saudade! Onde raios se enfia a saudade? Só se for lá, né? Que sentimento mais "sem o que fazer". Ela não pode ir de bicicleta pro nordeste abraçar ninguém, e pedir colo. Ela também não pode se teletransportar pra casa quando bate aquela saudades da mãe.

Por que raios sentimos falta de coisas que não podemos suprir? Por que a ansiedade e curiosidade não dão as mãos e vão catar coquinhos?

Duas vezes dois sempre serão quatro, mas o que ou quem era indiferentes ontem hoje não são mais. Assim como pessoas que eram importantes e insubstituíveis, hoje têm seus lugares ocupados por coisas como "que cor eu pinto a minha unha".

Cadê a lógica?